CARTA ABERTA
Esta minha “Carta Aberta” para o Exm.º Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados, serve para reforçar as afirmações que o mesmo tem feito e vem a fazer; as mesmas que ainda hoje passaram nos telejornais!
Quiaios, Abril de 2008
Digníssimo Bastonário da Ordem dos Advogados
Excelência, peço desde já que me desculpe pela minha ousadia de me estar a dirigir a V. Ex.ª, mas existe uma questão que me deixou perplexo e que eu ainda hoje não entendo. Em 2007 fiz exposições para a Ordem referente a posições pouco claras relacionadas com um advogado.
O nº do processo é 64/2007 – E/I, lamentávelmente, nem a nível Distrital ou Nacional me conseguiram explicar ou tirar as minhas dúvidas, fiquei só com uma certeza: Não adianta entrar em contacto com a Ordem porque ela Nunca vai condenar os seus membros ou ser imparcial; para que serve então?
Para que serve o Conselho de Deontologia? O advogado em questão Mentiu no processo de inquérito (informou a Ordem que um processo que AINDA NÃO FOI ARQUIVADO REFERENTE A UM MÉDICO JÁ O TINHA SIDO; como é que ele sabia em 22-10-2007, se hoje dia 19 de Abril de 2008 a Ordem dos Médicos ainda não se pronunciou sobre o caso? Assim o afirmou ele por escrito em resposta enviada para o Conselho de Deontologia de Évora. Como é que foi ou é possível viajar no tempo? ), chega ao ridículo de pedir que a Ordem leia o meu blog: “por amor de Deus”!!! (faço votos para que o Deus do Uruguai seja mais justo) e tudo é arquivado sem uma explicação lógica?!
Nunca esteve em causa qualquer tipo de condenação á conduta deste advogado mas somente um pedido de esclarecimentos que nunca chegou a acontecer, com a agravante de o mesmo entender que o facto de serem pedidos esclarecimentos é um acto de “má fé”; será má fé querer ser esclarecido ou existem esclarecimentos que pela sua complexidade nunca devam de ser dados?
Serve esta minha exposição para demonstrar que quando um Cidadão se dirige á Ordem dos Advogados para formular e solicitar explicações sobre a conduta de um profissional desta classe, a mesma Não responde e aceita as mentiras dos seus associados sem pestanejar.
Realmente Excelêntissimo Senhor Bastonário, nós vivemos num País onde o tráfico de influências abunda até num caso simples como foi de pedir uma simples explicação. Podemos nós confiar na Justiça?
Muito respeitosamente
Silvério