
O Enigma!
Serve este capítulo para vos levar através do Mundo das Ideias e com o espírito livre vamos juntos entrar neste universo paralelo: Imaginem que têm uma conta para pagar mas uns dias antes do prazo findar, os meus amigos dirigem-se a um dos balcões e tentam saldar a dita; faltou-me esclarecer que essa dívida é pública e só pode ser paga num balcão do Estado, lógicamente será um funcionário do Estado a receber o vosso amável contributo; agora imaginem que por muita vontade que têm em saldar a vossa divida o empregado estatal não quer receber o vosso dinheiro.
Certamente que ficariam perplexos mais ainda se a justificação que vos for dada é que a data já prescreveu; a vossa reacção é verificarem mais uma vez se se enganaram, mas não, ainda faltam muitos dias para que tal aconteça.
Neste enigma existe uma curiosidade: é que no caso concreto quem se dirige para a repartição pública, faz-se acompanhar de um ofício mandado passar por um Ministro da República, estando no mesmo Bem explicito que até ao ultimo dia é sempre tempo para pagarem a conta, o que é lógico.
Mais estranho que a ficção é que mesmo mostrando esse documento, a funcionária informa que na verdade ainda é tempo para tratar do assunto (só o é porque foi mostrada a ordem do Ministro) mas e muito delicadamente ela, pois tratasse de uma senhora, diz-vos que: “Não , porque tenho muito que fazer” e delicadamente manda-vos dar uma volta.
Estranho mundo este o dos doutores, não sei se me esqueci de avisar, mas esta situação passou-se aqui em Portugal.
O mais caricato é que nesta repartição não vos é passado um qualquer documento que confirme a vossa passagem pelo local, o que é grave pois se a vossa diligência não for efectuada no prazo legal, a culpa é sempre do cidadão e nunca de quem é pago para o servir porque quem está no lado de lá não tem coragem de assumir por escrito o seu tão nobre acto.
Que fazer nesta situação é a pergunta que nos ocorre: Simples, avisasse o chefe máximo da funcionária em questão e para que ninguém duvide, avisasse o Ministro responsável e que tutela esta área e denunciasse este caso junto de todas as bancadas parlamentares, assim não há desculpas. Foi o que eu fiz.
Não se preocupem de serem acusados por “escrever demais” porque só assim têm uma prova da vossa acção!
Termino esclarecendo que brevemente este enigma será decifrado e os nomes dos intervenientes serão expressos no quadro a não ser que haja uma “providência cautelar” ou eu seja obrigado por causa do meu bem estar a recorrer aos préstimos de um qualquer País.
Fica só mais um desafio: Em que repartição pública se deu este episódio? Não foi na Madeira!
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Silvério
