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A moção

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Eu… vi e o…

Sapo Coas também!

        Louvo aqui o Partido Comunista Português, pela coragem que mostrou ao País em ter levado até ao fim esta moção de censura ao Governo mesmo sabendo que a mesma não passava.

       Nestas coisas não basta apregoar aos quatro ventos que é um partido que defende a classe operária, é necessário demonstrá-lo.

        Parabéns pela coragem.

        Para quem não teve a oportunidade de ver, eu lembro aqui a passagem que para mim demonstra bem o nervosismo do próprio Presidente da Assembleia da República e a satisfação do mesmo em dar o assunto por encerrado; na contagem dos votos a favor, o Senhor Presidente conseguiu contar os deputados do Partido Socialista a dobrar, não havia necessidade porque eles estão em maioria.

         Louvo a postura do Governo que politicamente tentou defender aquilo que não tem defesa; mesmo sabendo que ia ganhar este braço de ferro o Primeiro Ministro teve a coragem de espicaçar o PSD e o CDS.

         O Santana, baixou a guarda e o Paulo que nas feiras é o maior, ficou caladinho e: ABSTIVERAM-SE.

         Bando de cobardes, a abstenção neste caso tem o mesmo efeito que a proibição do uso do preservativo que é feito pela Igreja Católica.

         Os padres não o usam, mas abusam das crianças e obrigam o Papa a retratar-se.

         É lamentável como estes senhores moldam as mentalidades; brevemente vamos ouvir estes peritos sentados no Parlamento com ares de pavões a dizer que o “Governo e o Eng. Sócrates, estão a destruir os trabalhadores”, baboseira de quem só está interessado em continuar a passear-se dentro do palácio.

         O que é que eles dizem antes das eleições? “A abstenção é …”.

         Quando alguém se abstem, carrega com a culpa dos erros e NUNCA dos benefícios; os cristãos sabem isso: Se Jesus de Nazaré tivesse feito como os nossos políticos ainda hoje era vivo, só que ninguém sabia quem é que ELE tinha sido.

          Quem é que nos acode?

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Silvério

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