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Agricultura biológica

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 Será dos tomates?

         A semana que passou foi rica em acontecimentos de alguma importância, muitos deles com grande projecção.

         Não vou aqui debruçar-me sobre o novo código do Trabalho, nem vou tentar opinar se quem o vai aprovar tem ou não capacidade para o fazer; vou sim dedicar este capítulo aos produtos biológicos, mais propriamente aos tomates e aos pepinos.

         Quando se acusa o Governo deste não ser criativo e do mesmo não lutar pelos interesses da nossa agricultura e dos agricultores, eu … discordo.

         Se o faço é porque o Ministro que é responsável por esta área teve o mérito de me fazer ver a “luz”.

         Eu sempre pensei, desde pequeno, que os tomates e os pepinos independentemente de quem os plantava, não pertenciam a nenhuma força partidária, embora desde cedo tenha reparado que há tomates que nascem no tomateiro, uns do lado esquerdo e outros do direito; o mais interessante é que nunca vi nenhuns ao centro.

         Com os pepinos a situação é idêntica, uns curvam para o lado direito e outros para o esquerdo.

         Aquilo que eu pensava ser uma das muitas Leis da Natureza, foi posto de lado com a afirmação que o Senhor Ministro fez sobre os agricultores.

         Agora eu sei que existem os fascistas, os reaccionários os da extrema direita …

         Este ministro faz-me lembrar um primo que eu tive; certo dia ele exigiu que eu o apoiasse num problema que ele tinha com os vizinhos, como eu não conhecia o caso pedi-lhe tempo para reflectir; o meu primo virou-se para mim e disse-me: “Tu não tens que pensar, ou és a meu favor ou és contra mim”.

         Fui contra.

         Agora com o Governo que apregoa a Liberdade – Igualdade – Fraternidade, passa-se o mesmo. Ou somos meninos bem comportados (marionetas), ou vai tudo para o circo afim de servirmos de banquete aos abutres.


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Silvério

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