
Morte em directo
ou
a perversão da espécie…
Morrer em directo e a cores num País onde o povo se diz temente a Deus e ao Diabo, o mesmo que tem como bandeira a Senhora de Fátima, é o mesmo povinho que delirou e se esforçou para ser o primeiro a ver se os policias acabavam com os malvados dos assaltantes; que vergonha meu povo.
Não opino se a postura da força de intervenção foi a correta porque simplesmente não percebo nada disso, mas critico a forma como os seus responsáveis o demonstraram para as televisões, pareciam pavões emplumados.
Num estado de direito, o festival televisivo como foi o caso, demonstrou que não existe dignidade pela vida, seja ela de um inocente ou de um criminoso.
Nota do responsável pela publicação: Estas acções não precisam de ser como o “grande irmão – o big brother” – , assim como diz o outro no Algarve ao falar sobre as massagens na praia: “todos sabemos como começam as massagens mas nunca sabemos como acabam…” e no topo da sua sabedoria, resolveu proibir as mesmas.
As nossas crianças já têm os seus “rambos” dentro das suas próprias casas, não precisam que cenas como estas (mortes que passam a qualquer hora nas televisões e repetidamente) entupam os noticiários; será que é excitante ver alguém morrer e logo a tiro?
Espero que o policia que matou o assaltante (cumpriu ordens) quando chegar á reforma, tenha a sorte de nenhuma “liga” da protecção dos mortos em trabalho se lembre de o acusar como criminoso e o mandem para Cuba para a base dos americanos, mas se o fizerem não será de estranhar visto que o motorista do Bin está preso só porque o seu contrato de trabalho era conduzir…
Morre um touro numa arena e logo vêm os amigos dos animais barafustar, morre uma galinha é a mesma coisa: “será que lhe deram anestesia primeiro?” um homem é morto em directo e a cores, mas ninguém reclama, não pelo motivo porque o foi mas pela vergonha do mesmo ter sido feito para as televisões e somos nós uma terra de gentes amantes da Virgem Maria; será que Cristo neste caso dava a outra face?
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Silvério
