Virtual???!!
Este capitulo é especial porque vou expôr aqui um poema que me foi enviado, o mesmo só é possível porque o seu autor me deu a sua autorização o que lhe agradeço uma vez mais.
Silvério
Retrocesso
Quão fútil és humanidade
Tão mal empregas teu dom de racional
Tirana,egoista,maldosa,brutal
A inveja à desputa com a vaidade
A ganãncia, de garras afiadas
Descansa a fronte no seios da luxuria
Seus beiços escorrem babas destiladas
Nos alambiques da miséria e da incuria
Mulheres nuas desvariam politicos bem vestidos
Estoiram bombas escandaloas, revelam-se segredos
Alvas carecas, senis e desdentados
Rematam em leilão a honra dos estados
Em recepções,festanças,em bamquetes
Dão-se fraternais abraços venenosos
Alargando as bochechas em sorrisos
Falam de paz em miados talentosos
Enchendo seus ventres asquerosos
Assinam pactos, exaltam alianças
Prometem vastos mundos de abastanças
Alimentam ódios, semeiam as esperanças
Ordenam sem rebuço vãs matanças
Bebem sangue quente em belas taças
Comem carne humana em pratos de oiro
Escarnecem, povos, credos raças.
Aves de mau agoiro
Que lá do seu poleiro
Fomentam e provocam revoluções
Por sadismo, ambição, dinheiro
Erguem ou destroçam as nações
Levado a guerra e morte ao mundo inteiro
Indiferentes, esfrangalham corações
Óh! Humanidade decadente
Tuas chagas e feridas são eternas
Só tornarás um dia a ser decente
Se voltares novamente p’ras cavernas
Guta Santos