
E se …
Pedro Álvares Cabral não tivesse sido o descobridor ou achador do Brasil, mas sim o primeiro rei de Portugal?
Estranho?
Recentemente em Coimbra na terra dos doutores e afins, assisti a uma discussão académica entre entendidos, futuros doutores, em que um afirmava que o “primeiro rei foi o Pedro Álvares Cabral”.
Como passava por perto, os intelectuais entenderam meter-se com o cota e pediram a minha opinião sobre os seus pontos de vista, eu dando ares de entendido, afirmei sem pestanejar que o primeiro rei de Portugal tinha sido o Mário Soares, ele tinha andado em cima de um elefante, como um verdadeiro rei.
Os gajos olharam-me de saloio e foram-se embora, será que acreditaram?
Eu adorei poder contribuir para o “avanço” cultural desta gente.
Esta situação real, faz-me lembrar uma outra que recentemente foi notícia em todos os meios de comunicação: a do homem que foi considerado morto, a família foi avisada, esta solicitou os serviços de uma agência funerária, mas ingrato do “morto” entendeu pregar uma partida e teimoso como todo o bom português, continuou vivo.
Uma médica especialista em Neurologia, explicou que se os exames tivessem sido feitos com rigor (dois pareceres de especialistas diferentes), não existiam enganos em relação ao diagnóstico.
Com esta explicação clara eu fiquei com a certeza que quem assim falava era um médico competente e sério.
Curiosamente, num telejornal, um entendido da Ordem dos Médicos, afirmava que estas situações são normais, vai mais longe, este técnico ao dizer que a causa deste erro pode ter sido algum defeito da máquina que faz o diagnóstico, por exemplo uma lâmpada que não funcionou, mas isso só o “inquérito” o vai demonstrar.
Porra, será que nenhum médico teve a capacidade de ver se estava tudo em ordem?
Mata-se assim um ser humano e é uma festa?
Para piorar as coisas nem o doente ajudou, ele tem que morrer (se é que não morreu já), se o tivesse feito na hora, o diagnóstico estava certo e não havia tantas chatices, mas também não existia tempo de antena para os entendidos…
São estes senhores que fazem os inquéritos aos seus próprios colegas, são eles que decidem se existiu erro médico ou se foi uma situação corriqueira.
Conclusão, em duas situações diferentes, ambas passadas com doutores, ficamos com uma certeza: Eles são os que podem e nós as suas cobaias.
Adoro esta terra aonde nada acontece e o Sol brilha mesmo quando chove torrencialmente.
Silvério
